Luís Mendonça
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ciclo "Filmes sobre o mundo da política" (II)
Luís Mendonça
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ciclo "Filmes sobre o mundo da política" (I)
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terça-feira, 10 de abril de 2012
Ciclo "O Mundo perdido da adolescência" (II)
Luís Mendonça
domingo, 8 de abril de 2012
Ciclo "O Mundo perdido da adolescência" (I)
sábado, 24 de março de 2012
As sessões diárias de cinema voltam à RTP2 com o novo "5 Noites, 5 Filmes"
sexta-feira, 25 de março de 2011
O que a RTP2 podia mostrar: Campos , Erice, Zurlini e Bene
Neste percurso, a validade das várias propostas acerca do que poderia ser mostrado pela RTP2, sempre me pareceu francamente propositada. É do meu dever fazer coro às vozes que clamam por Stroheim, Mozos, César Monteiro, Ozu, Costa, Rivette, Hsien, pelas fases televisivas de Fassbinder, Bergman, Godard ou Rossellini, e por aí fora....
Valerio Zurlini será, certamente, o mais poderoso dos realizadores italianos. Uma obra demarcada pelo intimismo distinto em que constrói personagens e transfigura os espaços à medida do seu traçado psicológico, encontra em filmes como “La prima notte di quiete” (Outono Escaldante) ou "Estate violenta" (Verão violento), eloquentes exemplos de uma mestria inesgotável, que merece receber uma atenção renovada.
Extracto de "Nostra Signora dei Turchi" (1968) de Carmelo Bene
Sabrina Marques
quinta-feira, 17 de março de 2011
O que a RTP2 podia mostrar: Carné
Paulo Ferrero
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O que a RTP2 podia mostrar - Flynn
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Reis e Mozos
domingo, 14 de novembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Melville
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Stroheim
Os seus alter-egos variam pouco entre os dois filmes que, no fundo, têm títulos intercomunicantes: até digo que, hoje, "Blind Husbands" é mais sobre "Foolish Wives" que outra coisa, mas o contrário também vinga! O que mais nos espanta hoje é esta espécie de anti-heroísmo metafílmico, ultra-irónico, que vem desafiar as barreiras da moralidade, sobretudo, da moralidade da Hollywood que aí vinha - a dos códigos de decência.
Stroheim foi um dos maiores cineastas do mundo, sempre polémico e, como disse, demencial nos seus simulacros folhetinescos à imagem... da Vida - reproduzi-la em estúdio com fidedignidade, convenhamos, sai muito muito caro. Stroheim dirigiu Gloria Swanson em "Queen Kelly" e afundou-se comercialmente com o monumental "Greed". Depois tornou-se num fantasma do Mudo, que nesta ou naquela obra-prima ("Sunset Boulevard" e "La grande illusion") saiu da escuridão para dar corpo a personagens assombradas.
César Monteiro será, porventura, o maior cultor da truculência irónica e ultrajante do velho Stroheim. Seria interessante dar a pensar o seu cinema no pequeno ecrã de uma qualquer estação pública digna desse nome.
Luís Mendonça
domingo, 10 de outubro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Hsien
Miguel Domingues
sábado, 9 de outubro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Godard/Fassbinder/Bergman TV
O meu colega Miguel Domingues já falou dos filmes "pedagógicos" de Rossellini, recentemente editados pela Eclipse e que, como era da vontade do cineasta, estavam imbuídos de uma missão pura de serviço público - a televisão como meio para educar as massas. Rossellini foi um dos primeiros a ver na televisão uma linguagem complementar ao cinema, com potencialidades próprias e uma margem para o experimentalismo que já não se encontrava no meio fechado e (financeira, burocrática e humanamente) pesado da Sétima Arte. Seguiram-se semelhantes incursões de grandes realizadores em ousados projectos exclusivamente televisivos (ou cinematograficamente televisivos), entre eles, Godard, Fassbinder e Ingmar Bergman.
Godard assinou, entre outras coisas, uma série reflexiva, quase ontológica, sobre o cinema, "Histoire(s) du Cinéma", que, recentemente editada pela MIDAS, só ganharia, de facto, contornos de "grande acontecimento" se fosse mostrada directamente na TV.
Fassbinder, a quem a RTP2 dedicou há pouco tempo um documentário enlatado - sem qualquer contextualização programática ou preocupação em, de seguida, dar a conhecer a OBRA do cineasta, quase desconhecida da maioria dos portugueses -, realizou vários monumentos para o formato televisivo: à cabeça, "Berlin Alexanderplatz" e "World on a Wire".
O senhor Wemans, que se diz amante de séries, não nos dirá que a relevância histórica ou temática destes objectos é menor que um "Anatomia de Grey" ou "24", séries que a RTP2 passa, pagando balúrdios e fingindo que nos outros canais não estão a passar exactamente esses mesmos "conteúdos" - palavra cara a quem se deixou embrutecer pelo marketering tecnocrata televiseiro.
Por fim, destaco o extensíssimo e profundo trabalho que Ingmar Bergman fez na televisão do seu país. Por preconceito ou ignorância, "Fanny och Alexander" foi durante anos tido como "o último filme de Bergman". Um total e completo disparate se atendermos ao facto de este ter realizado, posteriormente, mais de 10 filmes para a televisão.
O próprio "Saraband" é, para todos os efeitos, um telefilme, que só nos deve alertar para a obra que o mestre sueco andou a desenvolver desde 1982, ano em que o mundo deu como reformado um cineasta que, na realidade, apenas inflectiu (ligeiramente, na nossa opinião) o rumo da sua carreira: do terminal cinematográfico (leia-se, da indústria e da sala do cinema) para o terminal televisivo (mais barato, livre de pressões e tubo de ensaio mais que perfeito das novas tecnologias do vídeo e digital). Vi apenas "Na Presença do Palhaço", obra sobre os últimos momentos na vida de Schubert, que passou na SIC há muitos (demasiados) anos e me marcou pela pujança de uma linguagem produzida pelo encontro feliz do cinema, do teatro, da música... com a televisão.
"À televisão o que é da televisão e ao cinema o que é do cinema"... tem a certeza que ainda quer insistir, anacronicamente, nessa falácia histórico-estética?
Luís Mendonça
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Zurlini
Zurlini foi também incompreendido em Itália, por ser um desalinhado das novas tendências de um cinema nacional dividido, grosso modo, entre o incondicionalismo a um Antonioni versus o incondicionalismo a um Fellini. De qualquer modo, hoje, à distância - é sempre bom ganhá-la sobre tudo o que parece, ou é de facto, "desalinhado" no presente -, a sua obra ganha uma vitalidade como poucas. "A Rapariga da Mala" já é mais do que um filme de culto; é uma crónica franca, como poucas, do devir sexual/existencial de um adolescente e do objecto que o obceca - a linda de morrer Claudia Cardinale. O já citado "Estate Violenta" - anterior - cola-se a este, numa espécie de double bill perfeito, pelo sensualismo das imagens, do corpo feminino contra o masculino - o fervor do desejo com alguma história, e História, em pano de fundo...
Duas obras-primas que não estão sós na sua filmografia - que eu próprio ainda estou a descobrir, com a paciência impaciente de quem deixa para o fim a sobremesa. "Outono Escaldante", com de novo uma mulher divinalmente bela (Sonia Petrovna) e o mais cool dos actores (Alain Delon), é um poema triste sobre a dialéctica do desejo e da morte. Maravilhoso pedaço de cinema, para ouvir e absorver fotograma a fotograma, que carece de maior promoção. Promovê-lo mais seria, a meu ver, um serviço ao cinema, um serviço ao país e aos famintos cinéfilos portugueses em formação.
domingo, 26 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Rivette
João Palhares
sábado, 25 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Ozu e Costa
Não estou com isto a dizer que a obra de Pedro Costa não tenha uma força única, que dispensa qualquer legendagem contextualizadora; estou apenas a dizer que se aprecia a sua obra de outra forma tendo presente a genealogia escondida do seu cinema, que nos remete ao cinema do mestre japonês e de tantos outros grandes cineastas (a crítica fala ainda de Chaplin, Rossellini, Ford, Rouch, entre outros nomes fortes da história do cinema). Seria interessante mostrar ao povo português o trabalho que o seu maior cineasta anda a fazer no coração do Cinema, essa pátria que é de todos e que devia ser para todos.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Shaw Bros
E os filmes seriam:
Miguel Domingues
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Powell & Pressburger
Com One of our Aircraft is Missing e The battle of the river Plate eles criaram um género cinematográfico, que fico conhecido como stiff-upper-lip war films, feitas em plena guerra e cheios de restrições técnicas e de financimanto, nomeadamente na questão da película; durante a guerra a película colorida era muito escassa (por isso só a parte final do Ivan de Eisenstein é colorida) o que fez com que estes filmes fossem filmados a preto e branco, assim como I Know where I'm Going, filme que ficou para a história como aquele que Scorsese escolheu para engatar a sua futura mulher, Isabella Rossellini. Mas mais que isso, é uma das visões mais românticas e elegantes (e tecnicamente mais prodigiosas) da Escócia e de toda a sua mitologia.
Também a Matter of Life and Death foi perturbado pelas questões da película, sendo por isso uma mistura belíssima de texturas (as cenas de terra a cores, as aéreas não).
Claro que falar desta dupla é falar de Red Shoes, um dos mais belos e encantatórios (e encantados) filmes de sempre, resultado de uma pureza avassaladora (que rima por vezes com New York, New York do dito Scrosese que tem nessa Obra Prima o seu filme preferido, foi mesmo Scorsese e Coppola os responsáveis pela redescoberta, nos anos 60, desta parelha, que tinha ficado meio esquecida até então).
Mas não esqueçamos Black Narcissus (com a tradução berrante: Por quem os sinas dobram) e The Life and Death of Colonel Blimp.
[Deixo só uma achega: pensar que Powell foi capaz de fazer Red Shoes e anos mais tarde Peeping Tom]
Ricardo Vieira Lisboa
domingo, 19 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Mendoza
Mendoza, o nome que recomendo aqui, surge neste contexto como o realizador mais implantado mediaticamente falando, tendo já ganho o prémio de melhor realização em Cannes pelo brutal "Kinatay" e recebido os louvores da crítica por "Lola" - também seleccionado em Veneza e filme que estreia em breve nas nossas salas - e "Serbis" - lançado em DVD no nosso país.
Ver a sua obra é mergulhar num país longínquo, culturalmente ecléctico - resultado das ocupações espanhola, norte-americana e asiática - e, logo, de uma riqueza humana e plástica sui generis. "Foster Child", um filme menos conhecido do realizador, foi o que mais me comoveu, apesar de "Kinatay" ser, de facto, a sua obra mais arrojada, conto de horror ultra-realista com uma atmosfera visual e sonora magistrais.
Uma RTP2 ciente das novas tendências do cinema internacional poderia fazer-nos embarcar nesta viagem às Filipinas, via Mendoza ou/e via qualquer um dos seus aclamados conterrâneos.
Luís Mendonça
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O que a RTP2 podia mostrar: Erice
É um universo estético único que nasce com "El espíritu de la colmena" (1973), um dos segredos mais bem guardados do cinema internacional; um Frankenstein sob o efeito da (des)encantada realidade espanhola e os fantasmas da guerra civil. Um filme que respira cinema por todos os poros; tratado sobre a magia dos silêncios, da paisagem, dos rostos..., dos olhos inefáveis da pequenina Ana Torrent, que voltaria a ser filmada em "El sur" (1983).
Em "El sol del membrillo" (1992), o cineasta espanhol desafia os limites do documentário ou da ficção e mostra-nos o labor de um pintor, Antonio López Garcia. Mas a respiração das imagens é a mesma: o tempo é o grande encantamento do seu cinema. E dele nascem algumas das imagens (interiores e exteriores) mais belas de todo o cinema. Estou certo que qualquer membro da direcção de programas da RTP2 concordaria comigo.
Luís Mendonça






